Como escolher a ração ideal para seu pet
Escolher a ração ideal para um cão ou gato parece simples à primeira vista, mas quem atua de perto no mercado pet sabe que esse é um dos temas que mais geram dúvidas nos tutores. O setor evoluiu demais nos últimos anos: surgiram linhas super premium, dietas específicas para doenças, versões grain free, rações naturais, soluções para diferentes portes e até fórmulas exclusivas para determinadas raças. Para o tutor comum, essa variedade vira um labirinto. Para o distribuidor — como a Hupernikão — é uma oportunidade valiosa de orientar revendas e petshops com informação sólida. A escolha correta da ração impacta diretamente qualidade de vida, energia, longevidade, pelagem, imunidade, saúde intestinal e até comportamento. Por isso, entender critérios técnicos e práticos é essencial para recomendar o alimento certo a cada pet. 1. Entender a fase da vida é o ponto de partida Filhotes, adultos e idosos têm necessidades completamente diferentes. Marcas sérias, seguindo a AAFCO (Association of American Feed Control Officials), formulam seus alimentos com perfis nutricionais adequados para cada etapa. Filhotes (cães e gatos) Filhotes têm o metabolismo mais acelerado e precisam de: Adultos A fase adulta exige manutenção. O foco aqui é: Idosos Pets sêniores tendem a perder massa muscular e desenvolver sensibilidade digestiva. As rações próprias para essa fase costumam: 2. Porte e peso importam mais do que parece No caso dos cães, alimentos para porte não são frescura de marketing. A indústria cria granulometria, densidade e perfis energéticos diferentes conforme o tamanho do animal. Para gatos, o porte importa menos, mas o peso é um fator crítico: obesidade felina está ligada a diabetes, doenças urinárias e problemas articulares. Rações “light” ou de “controle de peso” são essenciais quando há tendência ao ganho calórico. 3. Composição: o que observar no rótulo Rótulos contam praticamente tudo que o tutor precisa saber, mas a leitura técnica ainda é pouco difundida. Para evitar erros, é importante observar: Ordem dos ingredientes A lista de ingredientes aparece sempre da maior para a menor quantidade. Se o primeiro item é proteína de origem animal (“frango, peru, peixe”), ótimo. Se aparecem farinhas “vagas” como “subprodutos de origem animal” sem especificação, isso indica uma matéria-prima menos nobre. Proteínas Proteína de qualidade define digestibilidade, musculatura, saúde da pele e vitalidade. As melhores vêm de: Cuidado com “proteína bruta” enganosa: ela pode vir de fontes vegetais como soja ou milho, que não entregam o mesmo valor biológico. Gorduras Gorduras boas são essenciais, e o tutor deve observar fontes como: Carboidratos Carboidratos não são vilões, mas precisam ser de boa digestão. Arroz, batata-doce e milho extrusado podem funcionar bem quando bem processados. Pets com alergias podem precisar de rações grain free, desde que haja orientação de um profissional. Aditivos funcionais Boas rações incluem: Quando esses itens aparecem explicitados, é um ótimo sinal. 4. Rações específicas para necessidades especiais Nem todo pet pode comer ração comum. Cada vez mais, tutores procuram alimentos direcionados a situações específicas. Controle urinário (principalmente gatos) Alimentos formulados para evitar: Essas rações trabalham pH urinário e aporte mineral adequado. Sensibilidade alimentar Pets com alergias ou dermatites podem se beneficiar de: Gastrointestinais Para pets com vômito frequente, diarreia ou síndrome do intestino sensível, rações GI ajudam através de: Controle de peso Ideal para pets sedentários, castrados ou com obesidade: Claro que, nesses casos, orientação veterinária é obrigatória. 5. Atenção ao estilo de vida do pet Dois cães adultos de mesmo porte podem ter necessidades completamente diferentes dependendo da rotina. Pet ativo Pet indoor (gatos) Pets castrados A castração altera o metabolismo, reduz a atividade e aumenta a fome. Por isso, linhas “castrados” existem por uma razão técnica real. 6. Orçamento também importa — e muito O tutor quer o melhor possível dentro do bolso. Por isso, entender o posicionamento das categorias faz diferença: Uma ração super premium, mesmo mais cara, tende a render mais por dia — porque o pet come menos para obter a mesma energia. 7. Palatabilidade: o pet precisa querer comer A melhor ração do mundo não ajuda se o pet simplesmente não aceitar. Por isso: Essa transição evita diarreias e rejeição. 8. O papel estratégico do distribuidor na escolha Para a Hupernikão, orientar petshops e agropecuárias no Rio Grande do Sul sobre posicionamento, categorias e diferenciais das marcas é um diferencial competitivo. O distribuidor: No fim, quando o tutor recebe a orientação certa, o giro da loja aumenta e a satisfação com a marca cresce. 9. Sinais de que a ração escolhida está funcionando Tutores devem observar: Se houver qualquer mudança negativa, vale revisar a dieta com um veterinário.
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